Palmeiras atropela a LDU e marca reencontro com o Flamengo na final da Libertadores

Palmeiras atropela a LDU e marca reencontro com o Flamengo na final da Libertadores

Por Charles, especial para o Blogodorium Esportes

O Allianz Parque viveu uma daquelas noites que fazem o torcedor acreditar em destino — ou em roteiro de cinema. O Palmeiras, que havia sido atropelado por 3 a 0 na altitude de Quito, respondeu com um baile de 4 a 0 sobre a LDU e garantiu um lugar na grande final da Libertadores, diante do Flamengo, no dia 29 de novembro.

Sim, o mesmo Flamengo. O mesmo adversário que em 2021 viu Deyverson roubar a bola do destino e dar o título aos paulistas. Mas agora o enredo é outro. De um lado, o time de Abel Ferreira, movido a intensidade e tática. Do outro, um Flamengo que vem crescendo no momento certo e carrega o peso e o brilho de um elenco acostumado a decisões continentais. Rivalidade não falta — é o duelo que o continente inteiro queria ver.

A virada épica

Abel Ferreira, que repetiu à exaustão o mantra “90 minutos no Allianz é muito tempo”, parece ter escrito seu próprio evangelho tático. Apostou em Sosa e Bruno Fuchs, dois nomes que não haviam começado o jogo de ida, e colheu os frutos: os dois marcaram no primeiro tempo. No segundo, entrou Raphael Veiga — o “iluminado” — e o meia decidiu a parada com dois gols, um deles de pênalti, depois de jogada espetacular de Allan.

O 4 a 0 não foi apenas um resultado. Foi uma demonstração de força, mentalidade e, por que não, uma lição de como transformar frustração em combustível. O Allianz virou um caldeirão, e o técnico português chorou ajoelhado no gramado ao apito final — um gesto que disse mais do que qualquer coletiva.

O Brasil de novo no topo

Com a classificação, o Brasil chega à sétima final consecutiva de Libertadores, um domínio que lembra os tempos de hegemonia argentina. Aliás, o título de 2025 deixará o placar histórico empatado: 25 taças para cada país. Se o Flamengo vencer, ultrapassa. Se o Palmeiras triunfar, empata com o São Paulo em número de conquistas e confirma o reinado de Abel na América.

O reencontro dos gigantes

De um lado, um Palmeiras que ressuscitou no mata-mata com o mesmo espírito de 2020 e 2021. Do outro, um Flamengo que chega embalado, dono do melhor ataque da competição e com o elenco mais caro do continente. Para os rubro-negros, a final será a chance de revanche, o ajuste de contas com o algoz recente.

Mas que ninguém se engane: mesmo os mais fanáticos flamenguistas — como este repórter — sabem que enfrentar o Palmeiras de Abel Ferreira é um desafio que exige mais que talento. Exige paciência, disciplina e frieza. O técnico português parece ter o dom de transformar noites impossíveis em épicos modernos.

A América volta a ter sua final dos sonhos. Palmeiras e Flamengo, dois estilos, duas filosofias e um só objetivo: escrever o próximo capítulo da rivalidade mais quente do continente. Em Lima, Montevidéu ou onde quer que seja, é jogo grande, de gente grande.

E o torcedor do Flamengo já sente aquele frio na barriga — o mesmo de quem sabe que a história gosta de se repetir… mas nem sempre do mesmo jeito.

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