Ei, galera da cultura pop, segura essa notícia porque o Ryan Gosling acabou de provar que é imbatível no espaço – e não é só no cinema não. O filme Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary ) voou alto no segundo fim de semana e já é o campeão absoluto de bilheteria de Hollywood este ano.
Com um hold épico, o longa da Amazon MGM Studios faturou US$ 54,5 milhões só nos Estados Unidos, caindo apenas 32% em relação à estreia bombástica de US$ 80,6 milhões. Isso não é queda, é milagre! Agora, o total doméstico em dez dias bate US$ 164,3 milhões.
No mundo todo? São US$ 300,8 milhões e contando. Sim, ele passou o recorde de Creed III inteiro e se tornou o maior lançamento pós-fusão da Amazon MGM. Se você ainda não assistiu, corre pro cinema antes que o boca a boca te obrigue.
Os números da estreia
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Vamos falar de números que impressionam até o mais cético fã de sci-fi. Nos Estados Unidos, Devoradores de Estrelas teve a melhor retenção de público dos últimos tempos para um filme que estreou na casa dos US$ 80 milhões. Para comparar: Oppenheimer caiu 43% no segundo fim de semana e Duna: Parte 2 despencou 44%. Aqui? Só 32%.
O filme dirigido por Phil Lord e Christopher Miller (os mesmos de Homem-Aranha: No Aranhaverso e 21 Jump Street) está provando que história bem contada e carisma puro ainda mandam no jogo. Ryan Gosling, que já quebrou recordes com Barbie, agora tem o maior fim de semana de abertura da carreira como protagonista solo – sem inflação ajustada, claro. E olha que o cara estava ensinando biologia no ensino médio antes de virar herói intergaláctico.
Lá fora, o filme também surpreendeu. Sci-fi nem sempre é fácil de vender na Europa, na América Latina ou na Ásia, mas Devoradores de estrelas abriu com US$ 60,4 milhões em 80 mercados e, no segundo fim de semana, somou mais US$ 54,1 milhões em 86 territórios – queda de míseros 5%.
Total estrangeiro: US$ 136,2 milhões. O que está acontecendo? Simples: o filme tem coração, humor e aquele jeitinho geek que Andy Weir (o autor do livro original, o mesmo de O Marciano) sabe entregar como ninguém.
A trama segue Ryland Grace, um biólogo meio desajeitado interpretado por Gosling, que acorda sozinho numa nave espacial sem lembrar de nada. A missão? Salvar o Sol que está apagando e evitar uma nova era glacial na Terra. No caminho, ele encontra um alienígena caranguejeiro chamado Rocky – sim, o apelido é fofo – e os dois viram dupla improvável para resolver o problema cósmico.
Segredo do sucesso
O que está fazendo esse filme decolar não é só efeito especial. É o boca a boca coletivo, aquele tipo raro que acontece uma vez a cada lua azul. Famílias inteiras estão saindo do cinema sorrindo, debatendo teorias no Twitter (ou X, né) e já sonhando com merchandising do Rocky.
Os brinquedos desse alienígena vão vender como água se o filme virar franquia – e olha, fontes próximas ao estúdio dizem que uma sequência é bem possível. Andy Weir já tem ideias prontas e, embora ainda não haja conversa oficial com a Amazon MGM, insiders garantem que o autor está no banco do motorista de tudo que envolve Devoradores de Estrelas. Se der certo, a gente pode ter mais aventuras espaciais com Gosling e Rocky por anos.

Agora, vamos falar do contexto maior, porque Devoradores de Estrelas chega num momento quente pra Hollywood. A Amazon MGM está prestes a se tornar um grande estúdio de verdade, reconstruindo sua distribuição internacional – algo que a MGM perdeu nos anos 70.
Enquanto isso, David Ellison, da Skydance, que comprou a Paramount em agosto de 2025, já mira a Warner Bros. Discovery. Fusões verticais desse tamanho normalmente chamam atenção de reguladores em Washington, mas o presidente Donald Trump é aliado próximo de Larry Ellison, pai de David e fundador da Oracle. Trump até elogiou o filho e apoiou o casamento Paramount-Skydance depois de mudanças na CBS News.
Se a Warner cair no colo da Skydance, muita gente espera que a CNN também mude de tom. No meio disso tudo, Devoradores de Estrelas chega como um foguete que eleva o perfil da Amazon na hora certa. Agentes e talentos estão aliviados: finalmente mais um comprador forte num mercado que parecia encolher.
2026 tem Devoradores de Estrelas e muito mais.
E não foi só Devoradores de Estrelas que aqueceu a bilheteria este fim de semana. A Pixar e Disney colocaram Hoppers em segundo lugar global, com US$ 297 milhões – o segundo maior de Hollywood em 2026, atrás só do chinês Pegasus 3 (que já tem US$ 609 milhões). Nos EUA, o filme familiar original caiu só 31% no quarto fim de semana, faturando US$ 12,2 milhões e chegando a US$ 138,6 milhões domésticos. Lá fora, mais US$ 24,8 milhões, total estrangeiro de US$ 159 milhões. A Disney está sendo esperta, soltando devagar nos mercados internacionais para pegar as férias de primavera.
Estreias não tão boas
Brigando pelo terceiro lugar: They Will Kill You, da New Line e Skydance, com estimativa de US$ 5 milhões nos EUA (veio abaixo do esperado). O filme de terror-comédia de Kirill Sokolov segue inquilinos satanistas num prédio chique de Nova York que matam funcionários pobres em rituais.
Críticas são boas, mas não arrebatadoras, e o mercado de horror está saturado – olha só Ready or Not 2: Here I Come, que caiu para US$ 4 milhões no segundo fim de semana. Dhurandhar: The Revenge, com Ranveer Singh, perdeu 52% e fez US$ 4,8 milhões nos EUA, mas já tem quase US$ 150 milhões mundiais. Reminders of Him, adaptação de Colleen Hoover, fechou o top 5 com US$ 4,7 milhões domésticos e hold de 41%, total global de US$ 69,5 milhões.
Outros destaques
Scream 7 da Paramount cruzou US$ 200 milhões mundiais no quinto fim de semana, e a animação GOAT da Sony passou dos US$ 100 milhões domésticos no sétimo. Hollywood está viva, gente. E Devoradores de Estrelas prova que, quando você mistura ciência real, emoção genuína, um Ryan Gosling carismático e um alienígena fofo, o público responde. Não é só dinheiro na bilheteria – é conversa de bar, meme no TikTok, teoria no Reddit e aquele friozinho na espinha de “e se isso acontecesse de verdade?”. O sol pode estar escurecendo na tela, mas o futuro de Hollywood brilha mais do que nunca com esse tipo de filme.
Finalizando e trailer
O novo filme de Ryan Gosling não é apenas um blockbuster. É um lembrete de que histórias humanas (mesmo com aliens) ainda conquistam o mundo.
Ryan Gosling como o cientista descolado que salva tudo com inteligência e amizade? Isso é cultura pop no seu melhor.
Se você ainda não foi, vá. E leve os amigos. Porque, depois de ver Rocky e Grace trabalhando juntos, você vai querer contar pra todo mundo. E o boca a boca? Esse é o combustível que faz um filme virar fenômeno.
Bem-vindos ao ano de Devoradores de Estrelas. O espaço nunca esteve tão lucrativo.
